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As “Pedras do Cambira” são formações rochosas originadas a partir do resfriamento de lavas de rochas de basalto ocorridas há milhões de anos. Localizado na divisa entre Apucarana e Cambira, o fenômeno natural chama atenção dos visitantes e alimenta ao longo dos anos inúmeras versões por conta das suas peculiaridades geológicas.
Segundo estudo acadêmico publicado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o resfriamento da lava basáltica resultou em colunas de rochas dispostas na forma vertical e com bases hexagonais, reconhecidas na geologia como “disjunções colunares hexagonais do basalto”. Essa condição é rara na natureza, o que motivou o surgimento de inúmeras versões e que entraram para o folclore local. Muitos moradores da região garantem que as rochas são vestígios arqueológicos de antigas civilizações indígenas ou até mesmo fruto da ação de extraterrestres.
No entanto, segundo os geólogos, as chamadas “Pedras do Cambira” seguem o padrão das demais rochas vulcânicas existentes no Terceiro Planalto Paranaense, onde está situado o município de Apucarana. São rochas basálticas representantes do maior derrame de lavas vulcânicas basálticas ocorrido na Terra, há 132 milhões de anos, durante o Período Cretáceo, na Era Mesozóica. Não são resquícios indígenas ou extraterrestres, mas formações vulcânicas peculiares.
As “Pedras do Cambira” estão localizadas em propriedade particular. A visitação no local é controlada, mas é possível fazer o passeio com bicicletas e motos. Leia mais aqui.







