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Esquina do Vento

Informações

Localizada a 980 metros acima do nível do mar, Apucarana é a cidade que mais venta no Paraná. Segundo levantamento do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a velocidade média do vento chega a 4,1 metros por segundo, um índice superior aos demais municípios do Estado.

A explicação para isso está justamente na altitude e no relevo acidentado. Conhecida como “Cidade Alta”, Apucarana está situada no Terceiro Planalto Paranaense. A sua área central fica assentada sobre o topo do espigão, por isso, a “cidade alta”. Os ventos dominantes sopram do nordeste para o sudoeste (NE).

Ao longo dos anos, Apucarana elegeu um local específico da cidade como símbolo dessas correntes de ar acima da média. O cruzamento da Avenida Curitiba e da Rua Oswaldo Cruz, entre a Praça Rui Barbosa e a Praça Interventor Manoel Ribas (Praça do Redondo), foi batizada informalmente pela população de “Esquina do Vento”. As características daquele espaço urbano, com prédios e outras construções laterais, formam um longo corredor que potencializa as rajadas de vento. A brincadeira já entrou para o folclore do município e virou até notícia nacional.

A relação de Apucarana com o vento, no entanto, é antiga. Os primeiros moradores do município passaram para as gerações seguintes as lembranças dos dias de ventania e da poeira vermelha impregnada nas roupas. Um texto publicado em 1968 no “Álbum comemorativo do 25º aniversário de emancipação política de Apucarana” sintetiza a relação dos apucaranenses com o vento nos primeiros anos de formação do município e da resiliência dos pioneiros com o clima. Leia abaixo um trecho:

Só quem viu…

“Só quem viu, pode falar e dizer. Antigamente, morar em Apucarana era um suplício.
Existia um vento, que iniciava suas atividades à meia-noite e terminava sua obra ao meio-dia. Todo o céu na parte sul da cidade era um vermelhão só. Poeira, poeira e poeira. Casa nenhuma deixava de sofrer a penetração de um pó mais fino que um talco, embalde as limpezas.
Não foram poucas as famílias cujas mulheres apavoradas de tanta poeira, convenceram seus maridos a debandar para outras plagas.
Qual o sol fenecia as plantas em toda sua plenitude, as ruas tornavam-se camadas de mais de 10 centímetros de pó, onde o sapato penetrava. Quando chovia, a poeira formava uma lama pegajosa e escorregadia. Os tombos eram frequentes…”

Localização

Avenida Curitiba, esquina com Rua Dr. Oswaldo Cruz

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